A Ironia que Atravessa Séculos
Machado de Assis segue vivo na literatura da lusofonia
Quando um escritor consegue fazer rir e pensar ao mesmo tempo, ele já conquistou a imortalidade. Machado de Assis soube disso.
Há mais de um século, Machado de Assis escrevia sobre homens e mulheres comuns fingindo profundidade, sobre mortos que contavam suas próprias vidas com desencanto, sobre amor que era apenas combinação de interesses. Escrevia com uma precisão que parecia fácil, mas era afiada como vidro. Seus personagens não declamam — respiram, mentem, calculam.
O que impressiona não é apenas que suas obras tenham resistido. É que continuam funcionando. Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba não envelheceram porque Machado não escrevia sobre moda ou política efêmera. Escrevia sobre a natureza humana — aquela coisa que não muda de século para século, só muda de roupa.
E agora seu nome ecoa também na literatura da CPLP, reconhecido entre os clássicos que unem as vozes portuguesas e brasileiras. Há uma lógica nisso: quem entendeu tão bem a vaidade, a hipocrisia e o desejo humanos merecia mesmo atravessar fronteiras e tempos.
Com informações de www.intellectuslibertas.com (fonte no link).