Após tombo do mercado, analistas desaconselham movimentos bruscos e esperam sinais do governo sobre o fiscal
Prefixados do Tesouro Direto registraram a maior alta diária de taxas da série; dólar fechou a R$ 5,40.
Depois da forte queda da segunda-feira (26), especialistas ouvidos por InfoMoney e CNN Brasil recomendam cautela e dizem que o rumo dos ativos dependerá da postura fiscal do governo Lula no novo mandato.
Depois da forte queda da segunda-feira (26), especialistas ouvidos pelo InfoMoney e pela CNN Brasil recomendam cautela ao investidor e dizem que o rumo dos ativos dependerá dos sinais que o governo Lula der sobre a política fiscal.
O Ibovespa fechou em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, e chegou a cair mais de 17% no pregão. O dólar comercial subiu 8,25%, a R$ 5,40, a maior alta diária em 23 anos, segundo a CNN Brasil. Na renda fixa, os títulos prefixados do Tesouro Direto tiveram a maior alta diária de taxas da série histórica do Tesouro, superando o recorde de março de 2020, informa o InfoMoney.
O que dizem os analistas
Para Vinícius Romano, da Suno Consultora, parte do movimento é a devolução da alta registrada após o primeiro turno, e o investidor não deve “comprar ou vender no calor do momento”. Já Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, afirma que o pessimismo deve durar “por enquanto” e que a credibilidade fiscal exigirá a indicação de um nome forte para o Ministério da Fazenda.
A CNN Brasil destaca que o VIX Brasil, indicador de volatilidade conhecido como “termômetro do medo”, caiu cerca de 38,6% no dia, sinal de que o choque inicial tende a se acomodar. Mesmo com a queda, o Ibovespa acumula alta de 10,32% em 2026. Os textos têm caráter de análise de mercado e não constituem recomendação de investimento.
Fonte: InfoMoney e CNN Brasil.