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Auditor da Receita e dois empresários são presos por esquema de fraude em importações no Aeroporto de Fortaleza

Operação Snooker 2, da PF com Receita Federal e MPF, cumpriu 18 ordens judiciais no Ceará e na Bahia; investigação aponta R$ 103,3 milhões movimentados por empresas sem atividade econômica real

Redação Voz Conectada ·2 min
Auditor da Receita e dois empresários são presos por esquema de fraude em importações no Aeroporto de Fortaleza
Operação Snooker 2. Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou a Operação Snooker 2 contra organização criminosa acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Por determinação da Justiça Federal, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, e em Salvador, na Bahia. Entre os presos estão um auditor da Receita Federal e dois empresários do setor de importação. A fase atual decorre de novos elementos de prova obtidos após a Operação Snooker, realizada em setembro de 2025, e busca interromper a suposta continuidade das atividades ilícitas e aprofundar a coleta de provas sobre a participação de outros investigados.

De acordo com a apuração, o grupo era hierarquizado e dividido em quatro núcleos — público, empresarial, financeiro e auxiliar —, com tarefas repartidas entre um agente público, empresários do ramo de importação e responsáveis por movimentar e ocultar os recursos. A investigação identificou movimentação superior a R$ 103,3 milhões por empresas sem atividade econômica real; a Receita Federal apontou ainda mais de R$ 27 milhões transitados entre empresas ligadas ao esquema e cerca de R$ 31,8 milhões aplicados em criptoativos.

Um dos artifícios consistia em declarar joias de prata como semijoias ou bijuterias de metal comum, reduzindo os tributos recolhidos na entrada da mercadoria. Os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em operações de importação.

Fonte: PF — Polícia Federal.

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