Auditoria do TCE aponta falhas no edital da Ponte de Guaratuba após a inauguração
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) identificou falhas no edital e no contrato da Ponte de Guaratuba, inaugurada em maio. Para o órgão, as fragilidades podem abrir espaço para disputas judiciais e impactos financeiros ao poder público.
A auditoria apontou quatro pontos críticos. O contrato não deixa claro quem arca com os custos de alterações técnicas feitas durante a obra; falta delimitação precisa entre as obrigações da construtora e as soluções de engenharia que ela pode propor; não há critérios objetivos de medição e pagamento antes da liberação de recursos; e o conjunto dessas lacunas, segundo o TCE, eleva o risco de "questionamentos judiciais, divergências na execução contratual e impactos financeiros ao poder público".

Responsável pela obra, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) sustentou que soluções de engenharia se desenvolvem ao longo da execução — argumento aceito pelo Tribunal em um dos pontos — e contestou os outros três apontamentos.
O Consórcio Nova Ponte, formado pelas empresas OECI S.A., Carioca Christiani-Nielsen e Goetze Lobato, confirmou que houve discussão sobre custos adicionais e pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. A ponte, uma das maiores obras de infraestrutura do litoral paranaense, liga Guaratuba à orla e foi entregue há cerca de um mês.
Com informações da Gazeta do Povo — 16 de junho de 2026.