Brasil eleito para conselho estratégico da ONU que discute economia e sustentabilidade
Mandato de três anos no ECOSOC coloca país em posição para influenciar agendas globais sobre desenvolvimento
A Assembleia Geral da ONU elegeu o Brasil para integrar o ECOSOC, conselho que articula as ações econômicas e sociais do sistema das Nações Unidas. Com 177 votos favoráveis, o país ocupará uma das três vagas destinadas à América Latina e Caribe.
O ECOSOC (Conselho Econômico e Social) é considerado um dos principais fóruns multilaterais da ONU. Composto por 54 Estados-membros eleitos periodicamente, o conselho funciona como centro de articulação para temas que vão de comércio internacional e industrialização até direitos humanos, igualdade de gênero e bem-estar social. A distribuição das vagas segue critérios rigorosos de representação geográfica — desta vez, além do Brasil, Jamaica e Paraguai representarão a região.
O mandato brasileiro terá duração de três anos, iniciando-se em 1º de janeiro de 2019 e encerrando em 31 de dezembro de 2021. Durante esse período, o país atuará na formulação de recomendações e políticas sobre temas estruturantes como recursos naturais, ciência e tecnologia, industrialização e desenvolvimento sustentável. A Missão Permanente do Brasil junto à ONU manifestou satisfação com a eleição, destacando a expectativa de cooperação internacional em agendas voltadas à redução de desigualdades.
Para o Brasil, a participação no ECOSOC oferece plataforma para dialogar sobre prioridades econômicas estratégicas. O país tem interesse direto em discussões sobre comércio internacional, recursos naturais e políticas de industrialização — áreas que impactam negociações comerciais bilaterais e regionais. A atuação no conselho permite ao Brasil amplificar sua voz em temas de desenvolvimento que afetam economias emergentes.
Com informações de www.jornalopcao.com.br (fonte no link).