Brasil perde Laura Cardoso e Glória Menezes em menos de 24 horas
Laura morreu aos 98 anos, em São Paulo, na noite de segunda-feira; Glória, aos 91, no Rio, na terça — ambas de causas naturais. O governo publicou dois decretos de luto oficial de três dias
Duas das maiores atrizes da dramaturgia brasileira morreram com menos de um dia de diferença. Laura Cardoso, 98 anos, morreu em casa, em São Paulo; Glória Menezes, 91, no apartamento onde vivia no Rio de Janeiro. Juntas, somavam mais de 130 anos de rádio, teatro, cinema e televisão.
Laura Cardoso morreu aos 98 anos, em sua residência em São Paulo, na noite de segunda-feira (17), de causas naturais; Glória Menezes morreu na manhã seguinte, terça-feira (18), aos 91, no apartamento onde vivia no Rio de Janeiro — também de causas naturais, segundo a assessoria da atriz. Laura começou no rádio em 1942 e chegou à televisão em 1952, no programa Tribunal do Coração, da TV Tupi; passou por diferentes emissoras antes de se firmar na Globo, a partir de 1981, e trabalhou por mais de oito décadas.

Glória, nascida em Pelotas (RS) em 19 de outubro de 1934, formou-se na Escola de Arte Dramática da USP e fundou o grupo Jovens Independentes, onde conheceu Tarcísio Meira, com quem foi casada por quase seis décadas até a morte dele, de covid-19, em 2021. No cinema, participou de O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro em Cannes. Havia dez anos ela deixara as produções de TV por uma vida discreta.
O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (18) dois decretos de luto oficial de três dias em todo o país: o Decreto 13.100/2026, pela morte de Laura Cardoso, e o Decreto 13.101/2026, pela de Glória Menezes. O velório de Laura Cardoso começou às 8h e seguiu até as 14h na Funeral Home, na Rua São Carlos do Pinhal, no bairro da Bela Vista, em São Paulo. As duas carreiras atravessaram a história da teledramaturgia nacional do rádio à TV aberta e formaram gerações de atores — um patrimônio cultural que se despede em pouco mais de vinte e quatro horas.
Fonte: Observador.