Petróleo fecha em queda de mais de 3%, mas salta na semana com Oriente Médio no radar
Contrato de setembro caiu 3,88% nesta sexta-feira após relatos de iniciativa do Paquistão, apoiada pela China, para retomar negociações entre EUA e Irã; na semana, a alta foi de 9,85%
O petróleo Brent para setembro fechou a US$ 96,78 o barril, queda de 3,88%, enquanto o WTI para o mesmo mês caiu 3,12% a US$ 89,31, apesar da alta de quase 10% na semana após desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
O petróleo Brent para setembro encerrou em queda de 3,88% (US$ 3,91), a US$ 96,78 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). O contrato mais líquido do Brent, o de outubro, caiu 2,74%, a US$ 91,68 por barril. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 3,12% (US$ 2,88), a US$ 89,31 por barril. Na semana, o WTI acumulou alta de 9,2% e o Brent para setembro subiu 9,85%, enquanto o de outubro avançou cerca de 6%.
O petróleo abriu a sessão em queda depois de o Brent atingir na quinta o nível de US$ 100 por barril pela primeira vez em dois meses. O recuo se intensificou após a Reuters relatar que o Paquistão está explorando um caminho para a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, que estão paralisadas, numa iniciativa liderada pela China. O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, aponta para um movimento de realização de lucros no petróleo, mas também cita a melhora no tráfego marítimo no estreito de Bab-el-Mandeb como vetor de pressão na queda da commodity.
Apesar do recuo no petróleo, Estados Unidos e Irã continuaram com suas ações militares no Golfo Pérsico, chegando ao 13º dia consecutivo de ataques. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, ameaçou os países europeus contra a utilização de suas bases militares pelos americanos como plataforma para ataques. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que recebeu garantias dos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, de que seus países não fornecerão armas ao Irã.
Para o analista do Deutsche Bank, Jim Reid, a retórica de escalada aumentou os temores de um choque estagflacionário mais prolongado. "O que é certo é que as restrições de oferta relacionadas ao conflito continuarão no comando do mercado de petróleo", afirma.
Fonte: infomoney.com.br.