Conselho da Volkswagen aprova o Future Plan 2030 e confirma o corte de cerca de 50 mil postos no grupo
Decisão unânime do Conselho Fiscal em 3 de setembro põe quatro fábricas alemãs — Emden, Zwickau, Hanover e Neckarsulm — sob revisão até junho de 2027, corta metade dos modelos até 2035 e mira margem operacional de 9% e resultado de € 31 bilhões
O Conselho Fiscal da Volkswagen aprovou por unanimidade nesta quinta-feira (3) o Future Plan 2030, o maior programa de reestruturação da história do grupo alemão. O plano prevê a eliminação de cerca de 50 mil postos de trabalho no mundo, incluindo cargos de gerência, e a redução pela metade do portfólio de modelos até 2035.
Segundo o comunicado oficial da Volkswagen Group, o plano fixa metas financeiras para 2030: margem operacional de 9%, resultado operacional de aproximadamente € 31 bilhões e custos administrativos contidos em € 37 bilhões, com investimentos de € 135 bilhões em capital e pesquisa e desenvolvimento entre 2027 e 2031. Quatro fábricas alemãs — Emden, Zwickau, Hanover e Neckarsulm — entram em revisão: um conceito de produção competitiva para essas unidades deve ser apresentado até junho de 2027, sem que a empresa tenha anunciado fechamento.
O CEO Oliver Blume afirmou que o grupo vai investir “uma soma de três dígitos em bilhões para fortalecer nossas marcas icônicas”; a presidente do conselho de trabalhadores, Daniela Cavallo, disse que “segurança no emprego e viabilidade econômica têm igual peso”.
O corte se soma às reduções já em curso e eleva para cerca de 100 mil o total de vagas previstas para desaparecer no grupo. O pano de fundo é conhecido: excesso de capacidade instalada na Europa, tarifas de importação e o avanço das montadoras chinesas de elétricos, que abocanharam mercado inclusive dentro da China, onde a Volkswagen reinou por décadas. Para o Brasil, o anúncio não traz efeito imediato sobre as fábricas locais — nenhuma unidade brasileira foi citada no comunicado —, mas dá a medida do reposicionamento global de uma marca que emprega no país desde 1953.
Fonte: Poder360.