Crise no Estreito de Ormuz derruba tráfego de petroleiros e pressiona o preço do petróleo
Com cerca de 20% do petróleo mundial em risco e o Brent em alta, navios desviam de rota; tensão tende a se refletir nos combustíveis no Brasil
A escalada de tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo do mundo, derrubou o tráfego de petroleiros e empurrou o preço do barril para cima — pressão que tende a chegar à bomba de combustível no Brasil.
O Estreito de Ormuz, estreita passagem entre o Irã e a Península Arábica por onde escoa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo, voltou ao centro da preocupação global. A escalada de tensões envolvendo o Irã, de um lado, e Estados Unidos e Israel, de outro, transformou a hidrovia em zona de risco para a navegação.
Pelo menos três petroleiros foram atingidos nas proximidades do estreito — um deles, ao largo de Omã, teria pegado fogo. Diante do perigo, o tráfego de navios-tanque despencou cerca de 70%, e mais de 150 embarcações passaram a ancorar fora da rota para evitar a área. Gigantes do transporte marítimo, como Maersk e Hapag-Lloyd, suspenderam a passagem.
O mercado reagiu na hora. O petróleo Brent chegou a subir 13%, batendo na casa dos US$ 82 por barril, com analistas alertando para o risco de o preço se aproximar de US$ 100 caso a crise se prolongue. Além do petróleo, volumes importantes de gás natural liquefeito também ficaram represados.
Por mais distante que pareça, a crise mexe com o bolso do brasileiro. Altas no preço internacional do barril costumam pressionar gasolina e diesel no país — e, no Paraná, diesel mais caro encarece o frete que leva a safra do agronegócio ao porto. Quando Ormuz balança, o mundo inteiro — inclusive o interior paranaense — sente.
Com informações de CNN Brasil e Seu Dinheiro (fonte no link).