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Drone russo atinge instalação nuclear de Tchernobil enquanto Zelensky busca apoio europeu

Redação Voz Conectada
Drone russo atinge instalação nuclear de Tchernobil enquanto Zelensky busca apoio europeu
Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Um drone russo Shahed atingiu, no domingo (7), um edifício de armazenamento de combustível nuclear usado perto da usina de Tchernobil, na Ucrânia, provocando um incêndio. No mesmo dia, o presidente Volodymyr Zelensky se reunia em Londres com líderes do Reino Unido, da França e da Alemanha.

Um drone russo do tipo Shahed atingiu um edifício de uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado perto da central de Tchernobil, no norte da Ucrânia. O impacto provocou um incêndio e deixou a estrutura “parcialmente destruída”, segundo autoridades ucranianas, que confirmaram o caso no domingo, 7 de junho de 2026.

Drone russo atinge instalação nuclear de Tchernobil enquanto Zelensky busca apoio europeu
Confinamento de segurança da usina de Tchernobil, na Ucrânia (imagem ilustrativa). — Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Apesar da gravidade simbólica do alvo, não houve registro de vítimas e os níveis de radiação permaneceram estáveis. O edifício atingido era uma instalação de recepção para armazenamento de combustível nuclear usado e não continha contêineres no momento do ataque.

O presidente Volodymyr Zelensky classificou a ação como “extremamente vil” e afirmou que a Rússia atingiu “deliberadamente” infraestrutura nuclear. Não é a primeira vez que a zona de Tchernobil é alvo: em fevereiro de 2025, um drone russo já havia danificado a estrutura de contenção que cobre o reator destruído na explosão de 1986.

O ataque coincidiu com uma agenda diplomática de peso. No mesmo dia, Zelensky reuniu-se em Londres com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, para tratar de defesa aérea e cooperação europeia. Na semana anterior, a Rússia havia lançado 88 mísseis, 1.800 bombas e mais de 3.250 drones contra a Ucrânia.

Embora o conflito aconteça a milhares de quilômetros, seus efeitos chegam ao Paraná. A escalada da guerra pressiona os preços globais de petróleo, gás e, sobretudo, fertilizantes — insumos dos quais o agronegócio paranaense depende. A Rússia é um dos maiores fornecedores de fertilizantes do planeta, e episódios de instabilidade como este costumam se refletir, lá na frente, no custo da próxima safra do produtor do Paraná.

Com informações de Público — 7 de junho de 2026.

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