Emirados Árabes rejeitam controle exclusivo do Irã sobre Ormuz: "Nossas exportações de energia não serão mantidas como reféns"
Conselheiro diplomático do presidente dos Emirados, Anwar Gargash, diz que nenhum Estado sozinho pode controlar a via navegável e defende consequências para quem ameaçar petroleiros com minas, drones ou mísseis
Um alto funcionário dos Emirados Árabes Unidos afirmou nesta segunda-feira (7) que "nenhum Estado sozinho" deve controlar o Estreito de Ormuz, depois de o Irã anunciar que pretende declarar uma nova zona de exclusão perto da rota. A declaração é de Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente do país.
“Nossas exportações de energia não serão mantidas como reféns, nem nossa atividade comercial e econômica”, disse Gargash, para quem o Irã deve enfrentar consequências por ameaçar petroleiros e embarcações comerciais no estreito com minas, drones ou mísseis. “Usar uma via navegável internacional como instrumento de coerção é inaceitável”, acrescentou. A posição dos Emirados é relevante porque o país integra a OPEP e é um dos maiores exportadores de petróleo do Golfo.
Na prática, Abu Dhabi vem reduzindo a própria exposição ao estreito: amplia a capacidade portuária na costa leste, voltada para o Mar da Arábia, e desenvolve oleodutos, ferrovias e corredores comerciais alternativos que permitem escoar energia sem passar por Ormuz.
O impasse tem efeito direto no preço do barril, que se aproximou de US$ 100 na mesma segunda-feira, com o tráfego de petroleiros na rota em queda de 28% na semana. Ressalva de apuração: a fala foi divulgada pela imprensa internacional; não foi localizado comunicado com a íntegra no portal oficial da agência estatal dos Emirados até o fechamento.
Fonte: Jovem Pan.