Ferroviários encerram greve na CPTM após o governo de SP prometer manter os empregos na transição para a Trivia Trens
Paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade durou da madrugada de terça (4) à tarde de quarta (5); o TRT havia imposto operação mínima sob multa diária de R$ 400 mil
Os ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM encerraram na tarde de quarta-feira (5) a greve iniciada na madrugada de terça (4), depois de aprovarem em assembleia a proposta do governo de São Paulo de garantir os empregos com a transferência dos trabalhadores para outras empresas estaduais.
A paralisação foi aprovada em assembleia na segunda-feira (3) e começou à 0h01 de terça, motivada pela falta de garantia de emprego na transferência da operação das três linhas para a concessionária Trivia Trens. Além da estabilidade durante a transição, a categoria reivindicava reajuste acima da inflação acumulada em 24 meses e melhorias na infraestrutura de segurança das linhas.
A CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho e obteve liminar que obrigava a manutenção de 80% dos trabalhadores em atividade nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob multa diária de R$ 400 mil ao sindicato. As linhas 11 e 12 chegaram a operar parcialmente e a 13 ficou parada. O governo estadual acionou o plano de contingência do Paese, que previa 195 ônibus — 95 na Linha 11, 90 na Linha 12 e 10 na Linha 13 —, dos quais 128 circularam na terça.
O governador Tarcísio de Freitas anunciou o envio à Assembleia Legislativa de um projeto de lei para garantir o aproveitamento dos cerca de 2,3 mil trabalhadores. "Nós estamos mandando um projeto de lei onde a gente garante a absorção, a inserção, um aproveitamento de todos os trabalhadores", disse. Em assembleia por volta das 15h30 de quarta-feira, a categoria aceitou a proposta e a operação começou a ser normalizada.
A greve veio depois de uma sequência de falhas graves logo após a Trivia Trens assumir a operação exclusiva das três linhas, no fim de julho — episódios que levaram Tarcísio a determinar o retorno temporário da CPTM ao comando da operação por até 90 dias, em atuação conjunta com a concessionária. A paralisação não atingiu a linha 10-Turquesa nem as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas por TIC Trens e ViaMobilidade, e o Metrô funcionou normalmente.
Fontes: Poder360, CNN Brasil, Jornal de Brasília e Metrô CPTM.