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IPCA fica em 0,16% em junho, o menor desde outubro, mas inflação em 12 meses segue em 4,64% e acima do teto da meta

IBGE divulgou nesta sexta (10) a menor variação mensal em oito meses; alívio veio de alimentos e combustíveis, enquanto energia e habitação ainda pressionam

Redação Voz Conectada ·1 min
IPCA fica em 0,16% em junho, o menor desde outubro, mas inflação em 12 meses segue em 4,64% e acima do teto da meta
Foto: infomoney.com.br

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16% em junho, informou o IBGE nesta sexta-feira (10). É a menor variação mensal desde outubro de 2025 (0,09%) e uma forte desaceleração ante os 0,58% de maio. O resultado ficou bem abaixo da mediana do mercado, que projetava 0,31% (Reuters). No ano, o índice acumula alta de 3,36% e, em 12 meses, desacelerou de 4,72% para 4,64% — ainda assim acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 3,0% com tolerância de 1,5 ponto (limite de 4,5%). O principal alívio veio dos alimentos, que recuaram 0,24% após dispararem 1,33% em maio, com quedas em café moído (-3,72%) e carnes (-0,64%). Os combustíveis caíram 0,48%, com etanol -3,09% e diesel -1,19%. Na contramão, o grupo Habitação avançou 0,63% e foi o de maior impacto, puxado pela energia elétrica residencial (+1,53%, ante 3,67% em maio). Transportes voltaram ao positivo (+0,17%), com passagens aéreas subindo 7,12%. Apesar do número benigno, a inflação persistente acima da meta reforça o debate sobre a rigidez de preços administrados e o custo da política fiscal expansionista sobre o poder de compra do brasileiro.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16% em junho, informou o IBGE nesta sexta-feira (10). É a menor variação mensal desde outubro de 2025 (0,09%) e uma forte desaceleração frente aos 0,58% de maio. O dado veio bem abaixo da mediana de mercado, de 0,31% segundo a Reuters.

No acumulado do ano o IPCA soma 3,36% e, em 12 meses, recuou de 4,72% para 4,64% — patamar que continua acima do teto da meta do Banco Central, fixada em 3,0% com margem de 1,5 ponto (limite de 4,5%).

O alívio partiu dos alimentos, que caíram 0,24% após alta de 1,33% em maio, com recuos em café moído (-3,72%) e carnes (-0,64%). Os combustíveis cederam 0,48%, com etanol -3,09% e diesel -1,19%.

Em sentido contrário, o grupo Habitação avançou 0,63% e teve o maior impacto no mês, empurrado pela energia elétrica residencial (+1,53%). Transportes voltaram ao campo positivo (+0,17%), com passagens aéreas subindo 7,12%. A leitura benigna deve alimentar a expectativa de novo corte de juros em agosto, mas a inflação ainda acima da meta mantém acesa a discussão sobre preços administrados e o peso do gasto público sobre o custo de vida.

Fonte: InfoMoney (dados oficiais do IBGE).

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