Israel vai às urnas nesta terça (27) na primeira eleição desde os ataques do Hamas de 2023
Eleitores escolhem os 120 integrantes do Knesset; Netanyahu busca se manter no cargo, com o ex-chefe do Exército Gadi Eisenkot como principal rival.
Cerca de 7,3 milhões de eleitores estão aptos a votar em Israel nesta terça-feira (27), na primeira eleição geral desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.
Eleitores israelenses vão às urnas nesta terça-feira (27) para escolher os 120 integrantes do Knesset, o Parlamento do país. É a primeira votação legislativa desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1.200 mortos e 251 reféns, e desencadeou a guerra no Oriente Médio, segundo a CNN Brasil.
De acordo com o Comitê Central Eleitoral, 7,3 milhões de eleitores estão registrados para votar em cerca de 12 mil seções. O voto não é obrigatório. É a primeira vez desde 1988 que uma legislatura completa o mandato sem dissolução antecipada.
Como funciona
Os israelenses não votam diretamente para primeiro-ministro, mas em listas de partidos. Para governar, o líder precisa formar uma coalizão com pelo menos 61 dos 120 deputados, o que exige negociações após a votação, explica a Gazeta do Povo.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de 77 anos, lidera o Likud e busca a reeleição com apoio de grupos nacionalistas e religiosos. Seu principal rival é o ex-comandante das Forças Armadas Gadi Eisenkot, do partido de centro Yashar. Também disputam os ex-premiês Naftali Bennett e Yair Lapid, unidos no B’Yachad, além de Avigdor Lieberman (Israel Beiteinu) e Yair Golan (Democratas). Segurança, a guerra em Gaza e no Líbano, a isenção militar de jovens ultraortodoxos e a reforma do Judiciário estão entre os temas da campanha.
Fonte: CNN Brasil e Gazeta do Povo.