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Justiça do Trabalho manda deputada do PL apagar post que incentivava demissão de eleitores de Lula; MPT move ação

Liminar fixa multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento; parlamentar diz que sua fala foi interpretada de forma equivocada.

Redação Voz Conectada ·2 min
Justiça do Trabalho manda deputada do PL apagar post que incentivava demissão de eleitores de Lula; MPT move ação
Foto: Wilfredor (arquivo)/Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 — commons.wikimedia.org

A Justiça do Trabalho atendeu parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro e determinou que a deputada estadual Índia Armelau (PL) apague publicações que incentivavam empregadores a demitir trabalhadores por convicção política.

A Justiça do Trabalho atendeu parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e determinou, em decisão liminar, que a deputada estadual Índia Armelau (PL) se abstenha de promover atos que incentivem empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas. A decisão, de terça-feira (27), também manda remover as publicações que originaram a ação civil pública, com multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

Em uma publicação nas redes sociais, a parlamentar sugeriu que empresários conferissem o perfil de seus funcionários para ver se haviam apoiado Lula. O juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca escreveu que, por ser integrante do Parlamento, a deputada deve prezar pela liberdade de expressão respeitosa e “aceitar as diferentes opções políticas de cidadãos e trabalhadores”, sem discursos que possam gerar “sentimentos de ódio, perseguição ou discriminação”.

Outros casos

O Poder360 registra que manifestações semelhantes se espalharam nas redes depois da vitória de Lula no segundo turno, no domingo (25), inclusive de uma vereadora de Londrina (PR) eleita deputada estadual, e que não há confirmação de que todas tenham resultado em demissões. A legislação brasileira proíbe a discriminação nas relações de trabalho por convicção política, e trabalhadores demitidos por esse motivo podem recorrer à Justiça.

Segundo o Poder360, a deputada afirmou que sua manifestação foi interpretada de forma equivocada e disse respeitar as escolhas políticas dos trabalhadores. A decisão é liminar e cabe recurso.

Fonte: Poder360, Gazeta do Povo e CGN.

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