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Milei anuncia em cadeia nacional base naval na Terra do Fogo e lei para punir empresas que explorem petróleo nas Malvinas

Em pronunciamento gravado de 15 minutos, exibido às 21h52 desta quinta-feira, o presidente argentino disse que enviará ao Congresso, em caráter urgente, projeto que endurece penas contra empresas ligadas ao projeto Sea Lion

Redação Voz Conectada ·2 min
Milei anuncia em cadeia nacional base naval na Terra do Fogo e lei para punir empresas que explorem petróleo nas Malvinas
Presidencia de la Nación Argentina

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou em cadeia nacional na noite desta quinta-feira (3) um pacote de medidas sobre as Ilhas Malvinas: a construção de uma base naval integrada na província de Terra do Fogo, um decreto para acelerar sanções e um projeto de lei de defesa da soberania nacional que endurece punições a empresas que operem na área sem autorização de Buenos Aires.

O pronunciamento, gravado no Salão Branco da Casa Rosada e divulgado pela Presidência argentina, durou cerca de 15 minutos. Milei anunciou um decreto de necessidade e urgência para ampliar os recursos do Ministério da Defesa com a finalidade prioritária de erguer a base naval — “esta base nos converterá no polo logístico mais importante do Atlântico Sul”, disse — e de aumentar a capacidade do país em telecomunicações.

O projeto de lei, que modifica a Lei 26.659, estende às empresas fornecedoras as mesmas penas e proibições aplicadas às companhias que exploram hidrocarbonetos na área em disputa, além de exigir declarações juramentadas em processos de hidrocarbonetos e no regime de incentivo a grandes investimentos. O presidente também anunciou a criação de um Conselho de Segurança Nacional. “As Malvinas são argentinas, por história e por direito”, afirmou.

O alvo declarado é o projeto Sea Lion, cerca de 220 quilômetros ao norte do arquipélago, tocado pela britânica Rockhopper Exploration e pela israelense Navitas Petroleum, com perfuração prevista para os próximos meses e produção a partir de 2028. Buenos Aires considera a operação exploração ilegal de recursos em águas que reivindica e já enviou cerca de 180 notas de desestímulo a empresas e a mais de 29 países.

O endurecimento vem depois de declarações de Donald Trump sugerindo que Washington poderia rever a neutralidade histórica dos Estados Unidos sobre a soberania das ilhas — leitura que o governo argentino tratou como abertura diplomática. O Reino Unido controla o arquipélago desde 1833 e sustenta o direito de autodeterminação dos moradores, tese que Milei rejeitou no pronunciamento ao classificá-los como população implantada.

Fonte: La Nación (Argentina).

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