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Moro falta ao debate do Paraná na Band e deixa Requião Filho e Sandro Alex sozinhos no palco

Senador avisou cerca de uma hora antes que não iria, alegando 'ataques orquestrados' e 'jogo sujo'; sem ele, o confronto girou em torno da privatização da Copel, dos pedágios e das escolas cívico-militares

Redação Voz Conectada ·2 min
Moro falta ao debate do Paraná na Band e deixa Requião Filho e Sandro Alex sozinhos no palco
Foto: gazetadopovo.com.br

O primeiro debate da disputa pelo governo do Paraná, realizado no domingo (9) pela Band, ficou reduzido a dois participantes. O senador Sergio Moro (PL) avisou cerca de uma hora antes do início que não compareceria, alegando haver 'um acordo entre Sandro Alex e Requião Filho para fazer ataques orquestrados' contra sua candidatura. No palco ficaram o deputado federal Sandro Alex (PSD) e o deputado estadual Requião Filho (PDT).

Sem o adversário que lidera a corrida, os dois presentes concentraram o embate em temas de gestão estadual. Requião Filho atacou a privatização da Copel e o modelo de concessão das rodovias com pedágio, sustentando que energia cara trava o desenvolvimento do Paraná. Sandro Alex defendeu a venda da companhia como necessária e prometeu R$ 23 bilhões em investimentos no setor energético. Na educação, o deputado do PSD exibiu a liderança paranaense no Ideb e defendeu as escolas cívico-militares; o pedetista propôs rever o modelo, que classificou como propaganda mais do que projeto pedagógico.

Em segurança, Alex destacou a queda de indicadores de criminalidade e Requião Filho cobrou a não adesão do estado a um programa federal de combate ao feminicídio.

O posicionamento político também virou disputa. Sandro Alex se apresentou como “candidato da direita” e atacou o governo do PT; Requião Filho respondeu lembrando que o PSD ocupa ministérios na gestão Lula. A ausência de Moro rendeu ironias dos adversários no dia seguinte e expôs o cálculo clássico de quem está à frente: quanto menos exposição ao contraditório, menor o risco. Restam ainda encontros marcados até outubro, e a cadeira vazia tende a ser cobrada em todos eles.

Fonte: Gazeta do Povo.

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