Na ONU, Trump diz ter "grande decisão" sobre o Irã: acordo ou "aniquilar" a República Islâmica
Em discurso na 81ª Assembleia Geral, presidente americano afirmou que "enquanto outros falaram, eu agi", rejeitou impostos globais e controle globalista da inteligência artificial e disse que a liberdade "vai chegar a Cuba"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (22), na tribuna da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que tem pela frente uma "grande decisão" sobre o Irã: fechar um acordo que permita ao país "reconstruir e criar um país muito maior" ou "aniquilar a República Islâmica, e rapidamente".
Trump previu que um acordo pode sair “logo depois da eleição” de meio de mandato americana, em novembro. No discurso, resumido pela Casa Branca sob o título “enquanto outros falaram, eu agi”, ele disse que “a América está de volta”, rejeitou “impostos globais” e qualquer “esquema globalista” de controle da inteligência artificial, criticou o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a migração em massa, e citou os ataques a barcos de cartéis e a morte do líder do Tren de Aragua. “O comunismo nunca chegará à América — mas a liberdade vai chegar a Cuba”, afirmou.
O resumo oficial da sessão, publicado pelo serviço de imprensa da ONU, registra a declaração sobre o Irã e as menções à Venezuela. Segundo a imprensa americana, as delegações de Cuba e do Irã deixaram o plenário em alguns momentos da fala. O discurso ocorreu na mesma manhã em que o presidente Lula abriu a Assembleia com críticas aos Estados Unidos.