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Nordeste mira R$ 144 bilhões em 102 projetos prioritários de desenvolvimento

Redação Voz Conectada ·3 min
Nordeste mira R$ 144 bilhões em 102 projetos prioritários de desenvolvimento
Walber Moura / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Reunidos no Recife, governos estaduais, bancos públicos e organismos internacionais discutiram como financiar 102 iniciativas estratégicas do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste, que somam cerca de R$ 144 bilhões — quase 80% destinados a infraestrutura.

A carteira de projetos estratégicos do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) reúne 102 iniciativas que demandam cerca de R$ 144 bilhões em investimentos. Os números foram apresentados em encontro promovido pela Sudene, no Recife, que reuniu governos estaduais, bancos públicos e organismos internacionais.

Nordeste mira R$ 144 bilhões em 102 projetos prioritários de desenvolvimento
Marco Zero, no Recife, onde ocorreu o encontro da Sudene (imagem ilustrativa). — Walber Moura / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O objetivo foi aproximar os estados das instituições financiadoras. A iniciativa marca a etapa final de uma parceria entre a Sudene e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), voltada a qualificar a carteira e atrair investimentos. Participaram Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, além de BNDES, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa, Finep, PNUD e UNOPS.

A Bahia lidera a carteira regional, com 30 projetos que somam R$ 39,5 bilhões; o Piauí concentra o segundo maior volume previsto, com seis iniciativas avaliadas em R$ 68,6 bilhões; e Pernambuco aparece com seis projetos, estimados em R$ 19,9 bilhões.

A maior parte dos recursos vai para infraestrutura: dos 102 projetos, 56 pertencem a esse eixo e concentram R$ 115,8 bilhões — quase 80% do total. O desenvolvimento produtivo vem em seguida, com 34 projetos e R$ 26,7 bilhões. Para o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o desafio agora é transformar o que foi planejado em obras executadas.

A movimentação interessa de perto a estados como o Paraná, que também disputam financiamento de bancos públicos para infraestrutura e logística. O modelo de articulação entre governos, financiadores e órgãos técnicos do Nordeste vira referência num momento em que todas as regiões competem pelos mesmos recursos federais.

Com informações de Folha de Pernambuco — 3 de junho de 2026.

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