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PF faz nova fase da Operação Transparência e mira venda de influência em decisões de tribunais superiores

Quatro mandados foram cumpridos no DF e em São Paulo por ordem do STF; a apuração alcança o deputado Cezinha de Madureira e nasceu de investigação sobre emendas parlamentares

Redação Voz Conectada ·2 min
PF faz nova fase da Operação Transparência e mira venda de influência em decisões de tribunais superiores
Deputado Cezinha de Madureira em sessão deliberativa — Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados (CC BY 3.0), via Wikimedia Commons. Imagem de arquivo (22/05/2024).

A Polícia Federal deflagrou na segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência para apurar crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro na negociação de decisões judiciais em tribunais superiores.

Segundo a nota oficial da corporação, policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo. A ação é desdobramento de uma investigação iniciada em dezembro de 2025 sobre irregularidades na destinação de emendas parlamentares. A PF afirma que integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais.

A corporação registra expressamente que “não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados”.

O alvo político da fase é o deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), segundo apurou a Gazeta do Povo. Pela investigação, o parlamentar usava o prestígio e o acesso institucional para criar a percepção de que poderia interferir em decisões de ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral e, sem ser advogado, se comprometia a fazer pedidos diretos a magistrados em nome de clientes. Os clientes seriam captados por um servidor da Câmara e encaminhados à mulher do deputado, que formalizava a relação por contratos de honorários ou cessão de crédito.

Em um dos casos apurados, teria sido negociado o pagamento de R$ 500 mil por uma decisão favorável; em outro, R$ 2 milhões pela revogação de uma prisão preventiva. Ressalva: o deputado não teve manifestação divulgada até o fechamento desta matéria e não há acusação formal contra qualquer magistrado.

Fonte: Polícia Federal.

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