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PF prende suspeitos de ataque hacker que tirou 30 milhões de euros de banco alemão

Operação Klonen cumpriu 21 mandados de busca e quatro prisões em GO, SP e RJ; Justiça sequestrou até R$ 106 milhões em ativos, veículos e imóveis

Redação Voz Conectada ·2 min
PF prende suspeitos de ataque hacker que tirou 30 milhões de euros de banco alemão
Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Klonen, contra grupo suspeito de fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro, em investigação aberta após ataque cibernético a uma instituição financeira alemã.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Klonen, que apura a atuação de grupo criminoso investigado por fraudes bancárias eletrônicas, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão — nove em Goiânia, cinco no Rio de Janeiro, dois em Guarulhos, dois em Carapicuíba, um em Indaiatuba, um em Senador Canedo e um em Anápolis — e quatro mandados de prisão preventiva, expedidos pela 10ª Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de São Paulo.

A Justiça determinou ainda o sequestro de ativos financeiros, veículos e imóveis até o limite aproximado de R$ 106 milhões.

A investigação começou depois que uma instituição financeira alemã comunicou à PF ter sido vítima, no fim de 2023, de um ataque cibernético originado no Brasil, com prejuízo estimado em cerca de 30 milhões de euros — o equivalente a aproximadamente R$ 180 milhões. A corporação não identifica o banco atingido; reportagens do Metrópoles e do Mais Goiás apontam o Commerzbank.

Segundo a PF, os recursos eram movimentados e ocultados por meio de cartões de pagamento emitidos sem o consentimento dos titulares, contas de passagem, empresas, instituições de pagamento e plataformas de ativos virtuais. As apurações identificaram também que um dos envolvidos foi candidato a cargo eletivo em 2024 e usou na campanha parte do dinheiro obtido ilicitamente.

Os investigados podem responder por furto qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Com informações da Polícia Federal, do Metrópoles, do Mais Goiás, do Correio Popular e do O Hoje.

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