Renan Santos lança candidatura à Presidência pelo Missão e promete "matar quem roubar", proposta vedada pela Constituição
No 1º Congresso do partido, em São Paulo, ele apresentou o tenente-coronel da reserva Aroldo Medina como vice e atacou Lula e Flávio Bolsonaro
O coordenador do MBL, Renan Santos, oficializou neste sábado (1º) sua candidatura à Presidência pelo Missão, em congresso na zona leste de São Paulo, e defendeu na área de segurança pública "matar quem roubar" — pena não admitida pela Constituição para crimes comuns.
No 1º Congresso do Missão, realizado neste sábado (1º) no Komplexo Tempo, na Mooca, em São Paulo, Renan Santos formalizou a candidatura à Presidência da República e apresentou como vice o tenente-coronel da reserva Aroldo Medina. No discurso, atacou o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de "fraco", e classificou o ex-juiz Sergio Moro de "vassalo". O evento também indicou nomes para disputas estaduais e teve painel sobre desfavelização.
A promessa de "matar quem roubar", feita no bloco de segurança pública, não encontra amparo no ordenamento brasileiro: a Constituição veda a pena de morte, salvo em caso de guerra declarada, e a regra está protegida por cláusula pétrea. O registro do discurso é fato — e o fato é que a proposta, tal como enunciada, seria inconstitucional. O partido disputa espaço no mesmo eleitorado de direita mobilizado pelas candidaturas do PL e dos governadores.
Fonte: Gazeta do Povo.