Soja dispara em Paranaguá e milho segue pressionado pela colheita, mostram indicadores Cepea
Indicador da soja no porto paranaense subiu 2,34% nesta terça-feira (16), enquanto o milho oscila perto do menor patamar do ano com o avanço da safrinha.
O mercado físico de grãos fechou a terça-feira (16) com movimentos opostos para as duas principais commodities do Paraná: a soja embarcada por Paranaguá teve forte valorização, enquanto o milho seguiu pressionado pela oferta da safrinha em colheita. Os dados são dos indicadores Cepea/Esalq.
O Indicador da Soja Esalq/B3 no Porto de Paranaguá (PR) subiu 2,34% nesta terça-feira (16 de junho de 2026), encerrando a R$ 132,26 por saca de 60 quilos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Foi uma das maiores altas diárias do mês para a referência paranaense, que na véspera (15) havia recuado 0,47%, fechando a R$ 129,24.
O salto recoloca a oleaginosa acima do patamar de R$ 132 por saca no principal porto exportador de grãos da Região Sul, depois de uma sequência de oscilações ao longo de junho. Paranaguá é uma das janelas mais observadas pelo produtor paranaense, por refletir diretamente a demanda externa e o câmbio nos embarques.
Já o milho seguiu em terreno mais difícil. O Indicador Esalq/B3 do cereal fechou a R$ 63,05 por saca em 16 de junho, praticamente estável (+0,13%) ante o dia anterior, quando havia recuado 1,93%, para R$ 62,97 — um dos pisos do ano. O cereal vem pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra (safrinha), que aumenta a oferta interna no mesmo momento em que parte dos compradores se mantém afastada das compras.
O contraste resume o momento do campo no Brasil: de um lado, a soja sustentada pela liderança exportadora do país e pela demanda firme; de outro, o milho da safrinha entrando no mercado em volume e empurrando as cotações para baixo. No Paraná, segundo maior produtor de grãos do país, esse equilíbrio define a estratégia de venda de quem ainda tem produto em estoque.