União Europeia avança para banir comércio com colônias israelenses na Cisjordânia
Chanceleres do bloco se reúnem em Bruxelas e Kaja Kallas diz que a proibição total do comércio com os assentamentos foi a opção mais apoiada.
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reuniram em Bruxelas nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, e a maioria apoiou avançar com medidas para cortar o comércio com os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada. A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou que 'a opção que obteve mais apoio foi banir o comércio com os assentamentos ilegais'. Países como França, Espanha, Irlanda, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suécia empurraram a proposta.
Reunidos em Bruxelas, os chanceleres europeus discutiram o pacote de opções apresentado pela Comissão Europeia para restringir as trocas comerciais com os assentamentos israelenses em território ocupado. Kaja Kallas, Alta Representante da UE para a Política Externa, resumiu o clima ao dizer que 'todos concordam que a situação na Cisjordânia é realmente intolerável' e que o que ocorre na região torna 'cada vez mais impossível' a solução de dois Estados.
Segundo a Euronews, entre as opções na mesa estão um banimento total ou parcial das importações de bens produzidos nos assentamentos, o aumento de tarifas para inviabilizar o comércio na prática e um sistema de licenças para empresas israelenses nesses territórios exportarem para a Europa. A proibição total foi a alternativa que reuniu mais apoio entre os 27.
A maioria dos Estados-membros defendeu enquadrar as medidas como política comercial — o que exige maioria qualificada de 15 países representando 65% da população do bloco — em vez de política externa, que demandaria unanimidade e daria poder de veto a governos mais alinhados a Israel. A distinção é decisiva para a viabilidade jurídica da proposta.
Pressionaram pela proibição, entre outros, Bélgica, França, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Espanha e Suécia. Os embaixadores europeus ficaram encarregados de desenvolver a proposta inicial da Comissão, e Kallas não descartou convocar uma reunião extraordinária de chanceleres para garantir avanço no tema.
Fonte: Euronews.