Unicamp, Samsung e Fapesp criam centro que usa relógios inteligentes para detectar doenças antes dos sintomas
Com R$ 20 milhões e mais de 70 pesquisadores, o centro Viva Bem aposta em IA embarcada em dispositivos vestíveis para antecipar Parkinson, distúrbios do sono e problemas cardiovasculares
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Samsung e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lançaram o Centro de Pesquisa Aplicada "Viva Bem: Inteligência Artificial para Saúde e Bem-Estar", iniciativa noticiada nesta semana que quer transformar relógios e anéis inteligentes em ferramentas de diagnóstico precoce. Com investimento inicial de R$ 20 milhões, financiamento compartilhado entre Fapesp e Samsung e horizonte de até dez anos (cinco iniciais mais renovação por igual período), o centro reúne mais de 70 pesquisadores de seis unidades da universidade, incluindo os institutos de Computação e de Física Gleb Wataghin, as faculdades de Engenharia Elétrica e de Computação, de Educação Física e de Ciências Médicas, além do Hospital de Clínicas. Coordenado pelo professor Anderson Rocha, do Instituto de Computação, o projeto desenvolve algoritmos de inteligência artificial embarcados em dispositivos vestíveis como o Galaxy Watch e o Galaxy Ring, que monitoram frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura corporal e padrões de movimento. A meta é identificar precocemente sinais de doença de Parkinson, distúrbios do sono, problemas cardiovasculares e alterações ligadas ao envelhecimento, deslocando a medicina de um modelo reativo para outro preventivo e personalizado. As linhas de pesquisa incluem IA explicável, integração de sinais fisiológicos e engenharia de software para transferência à indústria.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Samsung e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lançaram o Centro de Pesquisa Aplicada Viva Bem: Inteligência Artificial para Saúde e Bem-Estar, iniciativa que pretende transformar relógios e anéis inteligentes em ferramentas de diagnóstico precoce. O aporte inicial é de R$ 20 milhões, com financiamento dividido entre Fapesp e Samsung e horizonte de até dez anos.
Coordenado pelo professor Anderson Rocha, do Instituto de Computação, o centro reúne mais de 70 pesquisadores de seis unidades da Unicamp. O trabalho desenvolve algoritmos de inteligência artificial embarcados em dispositivos vestíveis como o Galaxy Watch e o Galaxy Ring, que monitoram frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura corporal e movimento.
A meta é antecipar sinais de doença de Parkinson, distúrbios do sono, problemas cardiovasculares e alterações do envelhecimento, deslocando a medicina de um modelo reativo para um cuidado preventivo e personalizado. Entre as frentes de pesquisa estão a IA explicável, a integração de sinais fisiológicos e a engenharia de software para transferência à indústria.
Fonte: Olhar Digital.