Parlamento da Venezuela aprova acordo de petróleo com EUA
Assembleia Nacional aprovou o texto por votação de braços erguidos, com abstenção de opositores que reclamaram não conhecer as letras miúdas; secretário de Energia americano, Chris Wright, selou o pacto ao lado da presidente interina Delcy Rodríguez
A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou na terça-feira (1º de setembro de 2026) o acordo firmado com os Estados Unidos para exploração de 17 campos de petróleo do país.
O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez (PSUV), irmão da presidente interina Delcy Rodríguez (PSUV), afirmou que a parceria dará início a um período de forte expansão da economia venezuelana. “O que vem é que a Venezuela será a economia que mais crescerá no continente. E o que vem é a recuperação do bem-estar”, declarou.
Os 17 campos envolvidos no acordo têm reservas provadas de aproximadamente 65 bilhões de barris de petróleo. A parceria estima investimentos superiores a US$ 100 bilhões e mais de US$ 209 bilhões em impostos para o Estado venezuelano.
A Nabep (North American Blue Energy Partners) recebeu concessões de 100 anos para operar os campos. O governo dos EUA terá participação de 35% na controladora da empresa, direito de comprar 20% da produção a preço de custo e poder de veto sobre indicações para o conselho de administração.
Rodríguez afirmou que o acordo se apoia na reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos aprovada em janeiro. Segundo ele, o modelo permite que a PDVSA (Petróleos de Venezuela) se associe a empresas estrangeiras para ampliar a exploração.
Rodríguez disse que o acordo negociado por Delcy Rodríguez e pelo presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), permitirá acrescentar 1,5 milhão de barris por dia à produção venezuelana.
Deputados da oposição se abstiveram na votação e disseram que queriam conhecer por escrito as condições do acordo antes de aprová-lo.
Rodríguez afirmou que o petróleo é só uma parte da estratégia para recuperar a indústria de hidrocarbonetos. Citou negociações de gás com BP, Shell, Trinidad e Tobago e empresas do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos, declarando: “E sabem qual é o verdadeiro futuro da produção de hidrocarbonetos na Venezuela? O gás.”
Fonte: poder360.com.br.