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Yacyretá fixa US$ 28/MWh para Argentina e Paraguai e avança com Aña Cuá para ampliar geração até 20%
Entidade Binacional, ANDE e Secretaria de Energia argentina assinaram acta que iguala o preço da energia para os dois países; segunda represa no braço Aña Cuá deve agregar entre 9% e 20% à produção atual
Por Redação Voz Conectada
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A Entidade Binacional Yacyretá (EBY), a Administração Nacional de Eletricidade do Paraguai (ANDE) e a Secretaria de Coordenação de Energia e Mineração da Argentina assinaram em 2026 um acta que atualiza as condições de uso da energia da hidrelétrica e fixa um preço único de US$ 28 por MWh para os dois países. Em paralelo, segue em obras a megamáquinização do braço Aña Cuá, que deve aumentar entre 9% e 20% a geração da principal abastecedora do sistema elétrico argentino.
A hidrelétrica de Yacyretá, instalada sobre o rio Paraná na altura da ilha homônima, voltou ao centro do debate energético do Cone Sul em 2026. A Secretaria de Coordenação de Energia e Mineração da Argentina, a Administração Nacional de Eletricidade do Paraguai (ANDE) e a Entidade Binacional Yacyretá (EBY) assinaram um acta que atualiza as condições de uso da energia e estabelece o mesmo preço para os dois países — US$ 28 por megawatt-hora. O acordo reorganiza um esquema que historicamente sempre teve preços diferenciados para Buenos Aires e Assunção.
Com capacidade instalada de 3.200 MW e geração média anual em torno de 20.000 GWh, Yacyretá responde sozinha por cerca de 22% da demanda elétrica argentina e por 45% de toda a energia hidrelétrica produzida no país. Em volume, é a segunda maior usina da Argentina, atrás apenas de Salto Grande.
A outra frente é a obra de Aña Cuá. Trata-se da maquinização de um segundo braço do rio Paraná, ao lado da casa de força original — na prática, uma segunda represa hidrelétrica acoplada ao mesmo aproveitamento. Em comunicado divulgado pelo Ente Provincial Regulador da Energia (EPRE) de Entre Ríos em 2026, a EBY informou que o projeto está em fase avançada e deve incrementar a geração entre 9% e 20%. Para a Argentina, é o reforço hidrelétrico mais relevante da década.
Fontes: Entidade Binacional Yacyretá (EBY), El Economista (suplemento de Energia) e EPRE Entre Ríos.
Fonte: EBY · El Economista · EPRE Entre Ríos