Aeroportos de Curitiba mudam de mãos: o que muda para quem trabalha e viaja
Motiva vende Afonso Pena e Bacacheri para a ASUR em maior transação do tipo no mundo. Colaboradores serão transferidos e operação sai do balanço financeiro em 2026
Os aeroportos Afonso Pena e Bacacheri entraram em fase de transição após a venda pela Motiva para a ASUR. A mudança afeta todos os 950 colaboradores que trabalham nos dois terminais e marca o fim de uma era de consolidação financeira da concessionária anterior.
A venda dos aeroportos de Curitiba é a maior transação desse tipo já realizada no mundo, segundo a Motiva. Mais de 20 grupos participaram do processo competitivo antes da ASUR ser escolhida como nova gestora. A aprovação passou por órgãos de defesa da concorrência, credores e autoridades do Brasil, Equador, Costa Rica e Curaçao — países onde a Motiva operava aeroportos.
Para quem trabalha nos terminais, a mudança traz estabilidade contratual. Todos os colaboradores serão transferidos para a ASUR, mantendo seus vínculos empregatícios. A concessionária anterior não abriu detalhes sobre as condições dessa transferência, mas garantiu que ninguém fica sem emprego nesse processo.
Do ponto de vista financeiro, a operação marca um novo capítulo. Até agora, os resultados dos aeroportos eram contabilizados como “Ativos e Passivos Mantidos para Venda e Operações Descontinuadas” no balanço da Motiva. A partir do terceiro trimestre de 2026, deixarão de aparecer na consolidação financeira da empresa — refletindo o desligamento completo do antigo gestor.
A Motiva justifica a venda como parte de sua estratégia de simplificar o portfólio. A empresa quer concentrar investimentos em rodovias e trilhos, setores que considera mais alinhados com seu crescimento rentável e eficiência operacional. Para Curitiba, a mudança de gestor pode trazer novas perspectivas de operação nos próximos anos.
Com informações de www.tribunapr.com.br (fonte no link).