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Aneel mantém bandeira amarela em julho e conta de luz segue com acréscimo de R$ 1,885

Quarto mês consecutivo no patamar reflete período seco, reservatórios mais baixos e acionamento de termelétricas

Redação Voz Conectada ·1 min
Aneel mantém bandeira amarela em julho e conta de luz segue com acréscimo de R$ 1,885
Imagem gerada por IA — Voz Conectada

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou em 3 de julho de 2026 que a bandeira tarifária de julho permanece amarela, mantendo o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de luz. É o quarto mês consecutivo no mesmo patamar, já que a bandeira amarela está em vigor desde abril de 2026. Segundo a agência reguladora, a manutenção reflete condições menos favoráveis de geração no país, típicas do período seco, marcado pela redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e pela necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo de operação mais elevado e pressionam as tarifas. No sistema de bandeiras tarifárias, a cor amarela representa um estágio intermediário: acima da bandeira verde, que não gera acréscimo, e abaixo da vermelha, cobrada nos patamares 1 e 2 quando a situação de geração é mais crítica. A Aneel ressalta que o mecanismo permite ao consumidor acompanhar em tempo real as condições de geração de energia e reforça a importância de hábitos eficientes de consumo para evitar desperdícios, sobretudo nos meses de estiagem, quando a matriz elétrica fica mais dependente das térmicas.

A bandeira tarifária foi criada para sinalizar mensalmente ao consumidor o custo real da geração de energia. Nos meses de período seco, com chuvas escassas nas principais bacias, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa despachar usinas termelétricas para garantir o atendimento, elevando o custo médio da energia gerada. Esse custo adicional é repassado por meio das bandeiras, evitando que a diferença seja diluída apenas no reajuste tarifário anual.

Na prática, uma residência que consome 200 kWh por mês paga cerca de R$ 3,77 a mais na conta enquanto a bandeira amarela estiver em vigor. A manutenção do patamar por quatro meses seguidos indica que, apesar da recuperação de reservatórios em algumas regiões, o sistema segue operando sob condições hidrológicas menos favoráveis no centro-sul do país, com reflexo direto no bolso do consumidor.

Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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