Anvisa registra primeiro remédio específico contra doença de Chagas para bebês e crianças
Lampit (nifurtimox) foi aprovado para pacientes de recém-nascidos com peso a partir de 2,5 kg até menores de 18 anos; enfermidade negligenciada castiga sobretudo populações pobres
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro do medicamento Lampit (nifurtimox), primeiro antiparasitário aprovado no país voltado ao tratamento da doença de Chagas em pacientes pediátricos. A decisão saiu por meio da Resolução nº 2.631/2026 e foi divulgada nesta semana, no início de julho. Segundo a agência, o remédio é indicado para pacientes desde recém-nascidos, com peso mínimo de 2,5 quilos, até menores de 18 anos. O mecanismo de ação do fármaco envolve a produção de substâncias que danificam o parasita Trypanosoma cruzi e levam à sua eliminação do organismo. A Chagas é considerada uma das principais doenças negligenciadas do Brasil, associada a elevada carga de morbimortalidade, especialmente entre populações vulneráveis. A infecção pode evoluir de forma silenciosa por anos e, quando não tratada, provoca graves complicações cardíacas e digestivas. A aprovação amplia o arsenal terapêutico nacional para um público que, até então, dependia de opções restritas de tratamento, e representa avanço concreto no enfrentamento de uma enfermidade historicamente esquecida pelas políticas de saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro do medicamento Lampit (nifurtimox), primeiro antiparasitário aprovado no país voltado ao tratamento da doença de Chagas em pacientes pediátricos. A decisão saiu por meio da Resolução nº 2.631/2026, divulgada no início de julho, e vale para pacientes desde recém-nascidos, com peso mínimo de 2,5 quilos, até menores de 18 anos. O mecanismo de ação do fármaco envolve a produção de substâncias que danificam o parasita Trypanosoma cruzi e levam à sua eliminação do organismo.
A Chagas é considerada uma das principais doenças negligenciadas do Brasil, associada a elevada carga de morbimortalidade, sobretudo entre populações vulneráveis. A infecção pode evoluir de forma silenciosa por anos e, quando não tratada, provoca graves complicações cardíacas e digestivas. A aprovação amplia o arsenal terapêutico para um público que dependia de opções restritas, e representa avanço concreto no enfrentamento de uma enfermidade historicamente esquecida.
Fonte: Anvisa (via Agência Gov).