Anvisa amplia uso do Enhertu e libera terapia que reduz em 53% o risco de volta do câncer de mama HER2
Aprovação de 6 de julho autoriza o medicamento como tratamento adjuvante para pacientes com doença residual após cirurgia e quimioterapia
A Anvisa aprovou em 6 de julho de 2026 uma nova indicação para o Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), já registrado no Brasil contra o câncer de mama. O remédio passa a ser indicado como tratamento adjuvante para pacientes adultos com câncer de mama HER2-positivo que apresentam doença residual invasiva após terapia com trastuzumabe, com ou sem pertuzumabe, associado à quimioterapia com taxano. Segundo a agência, o tratamento reduziu em 53% o risco de recorrência invasiva do câncer ou de morte e aumentou o tempo em que as pacientes ficaram livres da doença. É a segunda ampliação de uso do Enhertu autorizada em 2026 no país; a primeira, em 18 de maio, liberou o medicamento em primeira linha para casos metastáticos. A decisão amplia as opções de terapia para um dos tipos mais agressivos da doença.
O Enhertu pertence à classe dos conjugados anticorpo-fármaco, tecnologia que combina terapia-alvo com uma substância capaz de destruir células tumorais: o anticorpo identifica o receptor HER2 e entrega o quimioterápico diretamente nas células cancerígenas. O câncer de mama HER2-positivo é apontado como uma das formas mais agressivas da doença, com maior risco de progressão.
Mesmo com os tratamentos atualmente disponíveis, parte das pacientes ainda apresenta doença residual após a cirurgia, e uma parcela pode ter recorrência ao longo dos anos seguintes. A nova indicação busca justamente reduzir esse risco em quem não obteve resposta completa às terapias iniciais, atacando o tumor em um estágio mais precoce.
Fonte: Jornal de Brasília.