Ministério da Saúde suspende temporariamente a vacina contra a dengue do Butantan por precaução
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, o Butantan-DV. A medida é preventiva e foi tomada após o registro de eventos adversos graves, que estão sob investigação.
Segundo a pasta, pouco mais de 500 mil doses do imunizante já haviam sido aplicadas no país. Desse total, 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, com três internações e dois óbitos — casos que agora serão analisados por um comitê de especialistas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que ainda não é possível concluir que os eventos foram causados pela vacina, mas que eles representam "um sinal de alerta". "Essa descontinuidade tem um objetivo, que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Butantan aprofundem a investigação", declarou.
A investigação vai examinar o histórico clínico dos pacientes, a existência de doenças preexistentes e a possibilidade de desvios de qualidade nos lotes. A Anvisa acompanha o processo, e a decisão de retomar ou não a aplicação dependerá das conclusões dessa análise.
O Ministério reforçou que a outra vacina contra a dengue disponível no SUS, a Qdenga, do laboratório Takeda, continua sendo aplicada normalmente. A orientação é que a população mantenha as demais medidas de prevenção, como o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti.
O Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, é um dos principais centros de produção de imunizantes do país e responde por parte importante das vacinas distribuídas pelo SUS — inclusive no Paraná, onde a dengue tem forte impacto sazonal —, o que dá à suspensão repercussão nacional enquanto a investigação avança.
Com informações de Agência Brasil (EBC) — 8 de junho de 2026.