Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinam em Meca pacto de defesa mútua: ataque a um será ataque aos três
Acordo firmado nesta sexta-feira (7) pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, por Erdogan e pelo premiê Shehbaz Sharif cria cláusula de defesa coletiva entre três potências sunitas — uma delas, a única com arsenal nuclear no mundo muçulmano
Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinaram nesta sexta-feira (7), na cidade sagrada de Meca, um acordo conjunto de defesa que estabelece que um ataque armado contra qualquer um dos três países será considerado ataque contra todos. O documento foi firmado pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan e pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif.
O pacto, batizado de Acordo Conjunto de Defesa de Meca, é resultado de quase um ano de negociações e amplia à Turquia o compromisso de defesa mútua que Arábia Saudita e Paquistão haviam firmado em setembro de 2025. O objetivo declarado é fortalecer a dissuasão coletiva contra qualquer ato de agressão e promover estabilidade regional. Riade registrou que o entendimento não representa “intenção de construir um eixo militar ou bloco sectário”; Ancara enfatizou o caráter de dissuasão coletiva e o compromisso com o diálogo diplomático, e Islamabad classificou o acordo como um “esforço histórico”.
Um responsável turco afirmou que o pacto é “puramente defensivo” e prevê apoio mútuo apenas para proteção territorial.
A Turquia tem a segunda maior força armada da Otan, a Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo e o Paquistão é o único país muçulmano com arsenal nuclear. A assinatura ocorre em meio à guerra regional envolvendo o Irã, iniciada em fevereiro de 2026, durante a qual a Arábia Saudita e outros Estados do Golfo foram alvo repetido de mísseis e drones.
Fontes: Al Jazeera · Al Jazeera — o que está no acordo · Breaking Defense · Atlantic Council.