BNDES aprova R$ 77,5 milhões para a Viridis processar terras raras em Poços de Caldas e reduzir a dependência da China
Financiamento do BNDES Mais Inovação tem prazo de 16 anos e custo de cerca de 4,8% ao ano; recursos bancam a planta-piloto do Projeto Colossus, em um dos maiores depósitos de argilas iônicas fora da Ásia
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou financiamento de R$ 77,5 milhões, com recursos do BNDES Mais Inovação, para a Viridis Mineração implantar seu Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras em Poços de Caldas, em Minas Gerais. A unidade vai produzir carbonato misto de terras raras em escala piloto e desenvolver rotas metalúrgicas para o processamento de argilas iônicas da região.
O centro é a primeira etapa do Projeto Colossus, cuja planta industrial tem implantação prevista para começar no primeiro trimestre de 2027 e operação ao fim de 2028. A planta-piloto serve para simular as condições da unidade industrial e validar a rota de processamento. O crédito tem prazo de 16 anos e custo indicativo em torno de 4,8% ao ano — condição que o diretor-geral da Viridis, Rafael Moreno, classificou como “extremamente atrativa”, somada aos US$ 154 milhões em capital próprio já captados pela companhia.
A Viridis Mineração é subsidiária integral da australiana Viridis Mining and Minerals e detém 100% dos direitos de pesquisa e lavra do Projeto Colossus, em depósito reconhecido como um dos mais promissores de argilas iônicas fora da Ásia, com alta concentração de terras raras pesadas como disprósio, térbio, neodímio e praseodímio. Esses elementos são insumo dos ímãs permanentes de alto desempenho usados em veículos elétricos, energia eólica, equipamentos médicos e eletrônica de precisão — cadeia hoje dominada pela China, que já usou o controle da oferta como instrumento de pressão comercial.
O projeto foi selecionado na chamada pública lançada em 2025 pelo BNDES e pela Finep para minerais estratégicos.
Fonte: Forbes Brasil.