Brasil assina com o BID acordo de até R$ 5 bilhões contra o crime organizado e preside aliança regional
Acordo com BID, integração da Interpol e investimento ampliado marcam novo modelo de cooperação na América Latina
O Brasil fechou um memorando de entendimento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que disponibiliza R$ 5 bilhões para ampliar o combate ao crime organizado no país. O anúncio foi feito durante a cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, onde o Brasil assumiu a
O memorando foi assinado no Ministério da Justiça e Segurança Pública e organiza o dinheiro em quatro frentes: qualificação da investigação de homicídios, segurança no sistema prisional, bloqueio de recursos das organizações criminosas e combate ao tráfico de armas e explosivos. O programa começa por uma cooperação técnica de R$ 500 mil.
No mesmo encontro, o BID anunciou a ampliação do fundo regional de segurança: de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões destinados a projetos de combate à violência e ao crime organizado na América Latina e no Caribe entre 2026 e 2028. A Interpol entrou como instituição parceira da Aliança, e o Brasil é o primeiro país a acessar essa cooperação.
Vale registrar o que o documento é e o que ele ainda não é: memorando de entendimento não é contrato assinado nem dinheiro na conta. Ele fixa as frentes e o teto; cada operação terá de ser negociada, aprovada e executada — e é nessa etapa que programas regionais de segurança costumam encalhar. Para um estado de fronteira como o Paraná, com portos, rodovias federais e a divisa com o Paraguai no caminho das rotas de armas e drogas, o que vale acompanhar não é o anúncio, e sim quais projetos brasileiros entram na fila do fundo.
Fontes: BID — comunicado oficial · Agência Brasil · O Globo · TI Inside.