Caminhoneiros paralisam portos para pressionar Senado a votar MP do Frete antes de ela caducar
Abrava, de Wallace Landim, o Chorão, iniciou mobilização nacional na madrugada de segunda (13) mirando os principais portos do país. A MP 1.343/2026, com piso de R$ 5 mil, perde a validade nesta quinta-feira (16) se não for votada.
Caminhoneiros iniciaram na madrugada de segunda-feira (13) uma paralisação nacional com foco nos portos para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar a votação da Medida Provisória 1.343/2026, a chamada MP do Frete, que perde a validade nesta quinta-feira (16). A mobilização foi convocada pela Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), presidida por Wallace Landim, o Chorão, e registrou os primeiros bloqueios em acessos a portos como os de Santos (SP) e Salvador (BA). A MP, aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, estabelece piso salarial de R$ 5 mil mensais para motoristas contratados no transporte de longa distância e cria um bloqueio digital para impedir a contratação de fretes abaixo da tabela da ANTT.
A MP 1.343/2026 fixa piso salarial de R$ 5 mil mensais para motoristas de longa distância e institui um mecanismo digital que conecta o CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, impedindo a emissão do código quando o valor do frete ficar abaixo do piso da tabela da ANTT. O texto também define que fretes sejam pagos integralmente em até 30 dias e que motoristas autônomos recebam 70% do valor antes da viagem e os 30% restantes em até três dias úteis após a entrega.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, a medida aguardava deliberação no Senado. Como a MP tem prazo constitucional para perder a eficácia em 16 de julho, a categoria decidiu antecipar a pressão com a paralisação nos portos, principais pontos de escoamento de cargas do país. A Abrava afirma que o objetivo é forçar a inclusão do texto na pauta antes do prazo.
Entre os pontos incluídos ao longo da tramitação está uma anistia, apresentada pelo deputado Zé Trovão, a caminhoneiros punidos por participar de bloqueios após as eleições de 2022. Segundo Wallace Landim, a votação da MP travou em meio a um impasse político entre o Palácio do Planalto e a presidência do Senado.
A paralisação começou à 0h de segunda-feira (13) e, nas primeiras horas, gerou relatos de interrupções em acessos portuários. As lideranças da categoria condicionam o fim da mobilização à votação da matéria pelo Senado dentro do prazo de validade.
Fonte: Poder360.