COI suspende banimento e abre caminho para russos competirem em Los Angeles 2028
Comitê Olímpico Russo readmitido após remover filiais em territórios ucranianos ocupados; bandeira e hino seguem vetados
O Comitê Olímpico Internacional levantou provisoriamente a suspensão do Comitê Olímpico Russo na terça-feira, 7 de julho de 2026, abrindo caminho para a participação de atletas russos nos Jogos de Los Angeles em 2028, mas ainda sem decisão sobre a exibição da bandeira, cores ou hino do país.
A diretoria executiva do COI levantou a suspensão após análise da Comissão de Assuntos Jurídicos, que concluiu que o ROC deixou de incluir entre seus membros organizações esportivas regionais em territórios sob jurisdição do Comitê Olímpico Nacional da Ucrânia. O ROC confirmo que não conduz e não conduzirá atividades naqueles territórios.
A suspensão havia sido decretada em outubro de 2022, após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, quando o Comitê Olímpico Russo reconheceu conselhos esportivos regionais nas partes ocupadas da Ucrânia — Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhia.
A presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou: "Não condenamos nenhuma guerra, incluindo esta. Continuaremos apoiando a Ucrânia como fazemos desde o início. Mas não acredito que os atletas devam pagar o preço." Coventry também pediu: "Pedimos para garantir que testes adequados sejam feitos nos atletas russos que chegam aos Jogos LA28."
O COI ainda não decidiu se a Rússia poderá exibir sua bandeira, cores ou ter seu hino tocado nos Jogos. O COI afirmou que continuará monitorando de perto a situação e se reserva o direito de tomar outras medidas se necessário.
O Ministro de Esportes da Rússia, Mikhail Degtyarev, declarou: "O retorno do nosso país à família olímpica é um sinal verde para as federações internacionais reintegrarem todos os nossos atletas."
Atletas russos competiram como neutros nos Jogos de Paris 2024 e nos Jogos de Inverno de Milano Cortina 2026. O COI insistiu que continuará apoiando a Ucrânia e não houve reação imediata do país.
Fonte: aljazeera.com.