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Ebola já matou 2.325 pessoas no Congo e vira o surto mais letal da história do país

Boletim oficial do Instituto Nacional de Saúde Pública aponta 4.945 casos confirmados e letalidade de 47%, com 101 novos casos e 33 mortes em 24 horas

Redação Voz Conectada ·2 min
Ebola já matou 2.325 pessoas no Congo e vira o surto mais letal da história do país
Foto: Ethleen Lloyd / CDC (domínio público) — Wikimedia Commons; trabalhadores desinfetam área durante surto de ebola em Kikwit, na República Democrática do Congo; imagem de arquivo

O surto de ebola na República Democrática do Congo chegou a 2.325 mortes confirmadas e 4.945 casos, segundo o boletim oficial do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) divulgado no domingo (16). É o mais letal da história do país.

O relatório de situação nº 093, com dados apurados até 15 de agosto e publicado em 16 de agosto pelo INSP, ligado ao Ministério da Saúde Pública congolês, registra 4.945 casos confirmados, 2.325 óbitos confirmados e taxa de letalidade de 47,0%. Nas 24 horas anteriores, foram notificados 101 novos casos confirmados e 33 mortes comunitárias, distribuídas entre as províncias de Ituri (89 casos), Kivu do Norte (8), Haut-Uélé (3) e Tshopo (1).

Seis províncias estão atingidas; 1.040 pacientes se recuperaram e 730 seguem em isolamento ou em centros de tratamento, com taxa de acompanhamento de contatos de 85,3%.

Trata-se da 17ª epidemia de ebola no país, declarada em 15 de maio de 2026, e o balanço já supera o do surto de 2018-2020 no leste congolês, até então o mais letal registrado na República Democrática do Congo. A Organização Mundial da Saúde tem alertado que, no ritmo atual, o surto pode superar até a epidemia da África Ocidental de 2014-2016, que matou mais de 11 mil pessoas.

A dificuldade central relatada pelas autoridades é o alto número de mortes comunitárias — pessoas que morrem antes de chegar a uma unidade de tratamento —, o que indica falha de detecção precoce e alimenta novas cadeias de transmissão.

Fontes: Gazeta do Povo · Jovem Pan · CNews · boletim do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDC.

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