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Emirados acusam o Irã de "pirataria" após ataque a dois navios da ADNOC no Estreito de Ormuz

Petroleira estatal de Abu Dhabi diz que as embarcações foram atingidas na noite de quinta-feira (13), sem feridos; Emirados atribuem o ataque à Guarda Revolucionária iraniana

Redação Voz Conectada ·2 min
Emirados acusam o Irã de "pirataria" após ataque a dois navios da ADNOC no Estreito de Ormuz
Foto: NAVCENT Public Affairs / Marinha dos Estados Unidos — domínio público. Petroleiro apreendido pela Guarda Revolucionária iraniana no Estreito de Ormuz, em maio de 2023; imagem de arquivo

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou o ataque a dois navios ligados à petroleira estatal ADNOC no Estreito de Ormuz e acusou o Irã de praticar "pirataria".

A ADNOC, petroleira estatal de Abu Dhabi, confirmou que dois de seus navios foram atacados na noite de quinta-feira (13) enquanto cruzavam o Estreito de Ormuz. Não houve feridos e a empresa afirmou que a situação foi controlada.

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou “o ataque hostil iraniano” e classificou como “pirataria” a ação, atribuída à Guarda Revolucionária Islâmica, afirmando tratar-se de ameaça direta à estabilidade da região, à sua população e à segurança energética global.

Teerã não se pronunciou de imediato sobre este episódio. O governo iraniano sustenta que a área está sob jurisdição militar, que a passagem não será liberada sem garantias e que as restrições em Ormuz são resposta à guerra e às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.

Não é um caso isolado: no sábado anterior (8), a empresa já havia relatado um navio atingido por míssil na mesma via — na ocasião, os Emirados denunciaram o 16º incidente com embarcações da companhia desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em fevereiro.

O Estreito de Ormuz concentra parte relevante do petróleo transportado por mar no mundo, e a sucessão de ataques mantém pressão sobre fretes e seguros marítimos.

Com informações da Al Jazeera, da CNN Brasil, da RTP, do Jornal de Notícias e da agência dos Emirados (WAM), citada pelos veículos.

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