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EUA liberam US$ 600 milhões para a Gavi e cortam repasses à OMS pela aliança de vacinas

Declaração conjunta do Departamento de Estado e do Departamento de Saúde condiciona o dinheiro à substituição de vacinas com mercúrio e veda o uso de recursos americanos pela Organização Mundial da Saúde

Redação Voz Conectada ·3 min
EUA liberam US$ 600 milhões para a Gavi e cortam repasses à OMS pela aliança de vacinas
Sede da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, entidade excluída dos repasses americanos via Gavi. Foto: Yann Forget/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) · CC BY-SA 3.0

Os Estados Unidos anunciaram a liberação de US$ 600 milhões para a Gavi, a aliança global de vacinas, ao mesmo tempo em que vetaram o fornecimento de recursos governamentais americanos à Organização Mundial da Saúde por meio da entidade.

Em declaração conjunta, o Departamento de Estado e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) afirmaram: "Os Estados Unidos também reafirmam que não fornecerão recursos do governo americano à Organização Mundial da Saúde por meio da Gavi." A medida segue instruções do presidente Donald Trump ao secretário de Saúde Robert Kennedy Jr. e ao secretário de Estado Marco Rubio para negociar reformas com a Gavi como condição para renovado apoio americano.

De acordo com o Departamento de Estado, a Gavi concordou em trabalhar para substituir vacinas contendo mercúrio por alternativas sem mercúrio, em parceria com seu conselho e países parceiros.

A senadora republicana Susan Collins, que havia pressionado pela retomada do financiamento americano ao programa global que amplia o acesso a imunizações em todo o mundo, saudou a decisão.

O rompimento com a OMS por parte de Trump iniciou-se em 20 de janeiro de 2025, primeiro dia de seu segundo mandato, quando os EUA anunciaram a saída da organização e suspenderam as contribuições. O movimento segue uma animosidade histórica: em 2020, Trump instruiu sua administração a interromper temporariamente o financiamento à OMS por sua conduta durante a pandemia de coronavírus, alegando que a organização promoveu "desinformação" chinesa sobre o vírus.

Na época, os EUA eram o maior doador da OMS, contribuindo com mais de US$ 400 milhões em 2019, aproximadamente 15% de seu orçamento. Em janeiro de 2021, o então presidente Joe Biden reverteu as decisões de Trump, restaurando o financiamento e parando o processo de saída da OMS.

O orçamento da OMS é de aproximadamente US$ 3,4 bilhões, cerca de um terço do dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que recebeu US$ 9,3 bilhões em financiamento essencial em 2023.

A OMS financia programas para prevenir e tratar poliomielite, tuberculose, HIV, malária, sarampo e outras doenças, especialmente em países que enfrentam dificuldades para oferecer cuidados de saúde domesticamente. Também responde a emergências de saúde em zonas de conflito, incluindo partes de Gaza, Sudão, República Democrática do Congo, entre outras.

Fonte: aljazeera.com.

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