Irã fecha o Estreito de Ormuz e ataca três petroleiros; Centcom afirma que a rota segue aberta
Marinha da Guarda Revolucionária declarou o estreito fechado "até novo aviso" no dia 11; três navios-tanque foram atingidos em 14 de julho, com um morto e três desaparecidos.
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) declarou o Estreito de Ormuz fechado na noite de sábado (11), afirmando que nenhuma embarcação teria autorização para atravessar a rota. Três dias depois, em 14 de julho, três petroleiros foram atingidos nas proximidades da costa de Omã: um tripulante indiano morreu, oito ficaram feridos e três seguem desaparecidos. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) contesta o anúncio iraniano e declara que a passagem permanece aberta. Por Ormuz passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.
O anúncio do fechamento veio após um porta-contêineres de bandeira do Chipre ser atingido por disparos do IRGC em 11 de julho — a força iraniana alega que o navio ignorou instruções para usar o corredor aprovado. A embarcação teve a casa de máquinas danificada e um tripulante segue desaparecido. Em comunicado reproduzido pela agência AFP, o IRGC declarou que "o Estreito de Ormuz estará fechado até novo aviso e até o fim das intervenções americanas nesta região, e nenhuma embarcação terá permissão para passar". O Centcom respondeu com uma terceira rodada de ataques em uma semana, contra cerca de 140 alvos militares iranianos, e afirmou que "o Irã não controla o Estreito de Ormuz". O Irã atacou alvos em cinco países do Golfo: Bahrein, Kuwait, Jordânia, Catar e Omã.
Em 14 de julho, segundo o Centro de Segurança Marítima de Omã e o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, foram atingidos o navio químico Stolt Magnesium (bandeira da Libéria, 23 tripulantes, todos resgatados) e os petroleiros Mombasa B (21 tripulantes, um indiano morto e oito feridos) e Al Bahyah (18 tripulantes, três desaparecidos). O Ministério da Defesa dos Emirados afirma que os dois petroleiros nacionais foram atingidos por dois mísseis de cruzeiro iranianos; o IRGC assumiu os ataques, alegando ter atingido embarcações que entraram em "rota minada". A Índia convocou o encarregado de negócios adjunto do Irã. O tráfego despencou: apenas seis petroleiros cruzaram o estreito no domingo (12), o menor número desde 25 de maio, segundo dados da Kpler compilados pela Reuters. Navios têm desligado os transponders de identificação, e imagens de satélite de 11 de julho mostram ao menos três pares de embarcações fazendo transferência de carga no mar, na costa de Omã.
Fonte: Al Jazeera.