Paraná · 15 de julho de 2026
Curitiba 10°C Londrina 10°C Maringá 12°C Cascavel 10°C Foz do Iguaçu 11°C
Voz Conectada
Receba as principais notícias do Paraná em primeira mão, direto no seu aparelho.
Voltar
BR Internacional ·

Israel e Líbano negociam em Roma a retirada de tropas, mas Hezbollah rejeita entregar as armas

Sexta rodada de conversas diretas ocorre na embaixada dos EUA com foco nas duas 'zonas-piloto'; presidente libanês exige recuo imediato antes de qualquer avanço.

Redação Voz Conectada ·2 min
Israel e Líbano negociam em Roma a retirada de tropas, mas Hezbollah rejeita entregar as armas
Foto: aljazeera.com

Delegações de Israel e do Líbano começaram nesta terça-feira (14), na embaixada dos Estados Unidos em Roma, dois dias de reuniões para discutir como aplicar na prática o acordo-quadro assinado em 26 de junho, em Washington. É a sexta rodada de negociações diretas — as cinco anteriores ocorreram na capital americana — e o encontro se encerra nesta quarta-feira (15), com mediação dos EUA. O acordo-quadro prevê o fim da guerra no Líbano, o desarmamento de grupos armados (referência ao Hezbollah), o envio de tropas libanesas ao sul do país e a retirada progressiva das forças israelenses. O conflito já matou mais de 4 mil libaneses e deslocou cerca de 1 milhão de pessoas desde março de 2026.

O nó da negociação são as chamadas "zonas-piloto": duas áreas no sul do Líbano onde a sequência seria desarmar o Hezbollah, retirar as tropas israelenses e desdobrar o Exército libanês, região por região. O presidente libanês, Joseph Aoun, instruiu sua delegação a exigir a retirada imediata das forças israelenses dessas duas áreas antes de qualquer discussão posterior. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou estar pronto para avançar na implementação das duas zonas-piloto. Beirute mantém o formato trilateral, com os americanos à mesa, para evitar que os encontros sejam lidos como negociação bilateral direta com Tel Aviv.

Dois obstáculos permanecem de pé. O Hezbollah rejeitou tanto o acordo quanto os esforços para desarmá-lo — e sem o desarmamento do grupo, Israel afirma que suas tropas seguirão na "zona de segurança" ao longo da fronteira. Além disso, ataques israelenses letais continuaram durante o processo, e o acordo-quadro não fixou cronograma para a retirada. As conversas ocorrem à sombra da escalada entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz, que redesenha o cálculo de todos os atores da região.

Fonte: Al Jazeera.

Relacionados

Venezuela eleva a mais de 4.300 os mortos no terremoto e oposição acusa governo de bloquear entrada de Machado
BR
Internacional

Venezuela eleva a mais de 4.300 os mortos no terremoto e oposição acusa governo de bloquear entrada de Machado

As autoridades da Venezuela elevaram em 11 de julho para 4.333 o número de mortos no duplo terremoto que atingiu o país em 24 de junho, quando dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram com 39 segundos de diferença, com epicentro no município de Veroes, no estado de Yaracuy.

Redação Voz Conectada ·há 15 horas
Incêndio em bar de Bangcoc deixa ao menos 27 mortos e 63 feridos; saídas trancadas são investigadas
BR
Internacional

Incêndio em bar de Bangcoc deixa ao menos 27 mortos e 63 feridos; saídas trancadas são investigadas

Ao menos 27 pessoas morreram e 63 ficaram feridas, muitas em estado crítico, em um incêndio que consumiu o pub Na Lat Phrao, perto do famoso mercado de fim de semana de Chatuchak, em Bangcoc, na madrugada de segunda-feira (13). Segundo autoridades tailandesas, entre os mortos há nove homens e 18 mulheres, e a maior parte das vítimas foi encontrada em banheiros sem janelas próximos a uma das saídas dos fundos, onde teria se abrigado das chamas.

Redação Voz Conectada ·há 15 horas
EUA bombardeiam o Irã pela terceira noite e Trump restabelece bloqueio ao Estreito de Ormuz com pedágio de 20%
BR
Internacional

EUA bombardeiam o Irã pela terceira noite e Trump restabelece bloqueio ao Estreito de Ormuz com pedágio de 20%

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) atacou o Irã pela terceira noite consecutiva nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, mirando sistemas de defesa antiaérea, radares costeiros e capacidades de mísseis e drones em províncias como Khuzestan. Em paralelo, o presidente Donald Trump anunciou o restabelecimento do 'Bloqueio Iraniano' e a cobrança de um pedágio de 20% sobre toda carga que cruzar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da energia consumida no planeta.

Redação Voz Conectada ·há 1 dia