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Coluna de Opinião

John Owen e "A Morte da Morte na Morte de Cristo": a redenção que Cristo de fato consumou

Em 1647, o puritano inglês expôs, à luz das Escrituras, que a morte de Cristo não deixou os homens apenas salváveis — ela realmente salvou aqueles por quem Ele morreu.

Ester de Lima ·3 min
John Owen e "A Morte da Morte na Morte de Cristo": a redenção que Cristo de fato consumou
Retrato: John Greenhill / Domínio público (Wikimedia Commons)

Ester de Lima abre a obra clássica de John Owen (1616–1683) para expor uma só verdade: na cruz, Cristo aniquilou a morte e assegurou a salvação do seu povo.

John Owen (1616–1683), pastor puritano em Coggeshall, na Inglaterra, e mais tarde vice-reitor da Universidade de Oxford, publicou em 1647 A Morte da Morte na Morte de Cristo (no original, Salus Electorum, Sanguis Jesu). O próprio título guarda a verdade que a obra expõe: ao morrer, Cristo matou a morte.

Owen não apresenta a cruz como uma possibilidade incerta oferecida a todos, mas como uma obra consumada. O sangue de Cristo não tornou os homens apenas “salváveis”: ele efetivamente comprou a redenção, a reconciliação e a vida para aqueles por quem foi derramado. O fundamento é a Escritura: em Hebreus 9.12, Cristo “entrou uma vez por todas no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”; em João 10.11, o Bom Pastor “dá a sua vida pelas ovelhas”; em Efésios 5.25, Cristo “amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.

Dessa obra vem a passagem mais conhecida de Owen. Ele mostra que Deus impôs a sua ira, e Cristo suportou as dores devidas ao pecado, por uma de três possibilidades: por todos os pecados de todos os homens, por todos os pecados de alguns homens, ou por alguns pecados de todos os homens. E expõe a verdade das Escrituras: Cristo, no lugar dos seus, sofreu por todos os pecados de todos os eleitos — de modo que nada resta para condenar aqueles por quem Ele morreu.

Por isso o título: a morte de Cristo é a morte da morte. Não uma oferta que pode falhar, mas uma vitória consumada — a certeza de que todo aquele por quem o Cordeiro entregou a vida será, com toda a certeza, salvo. É o Evangelho que Owen, com as Escrituras na mão, apenas expõe: a obra de Cristo não fracassa.

Com informações de John Owen, A Morte da Morte na Morte de Cristo (1647); The Works of John Owen, ed. William H. Goold, vol. 10, p. 173–174 (texto em domínio público).

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