Lula e Trump evitam cumprimento na foto oficial do G7 em meio à tensão com os EUA
Durante a foto oficial da cúpula do G7, nesta terça-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump evitaram se cumprimentar — um gesto que escancara o momento de atrito entre Brasil e Estados Unidos.
Os dois líderes não tiveram reunião bilateral durante o encontro, apesar das especulações iniciais. Lula manteve agenda com representantes de França, Japão, Suíça e União Europeia, mas o esperado aperto de mãos com Trump não aconteceu.

O pano de fundo é uma sequência de desgastes. Os Estados Unidos classificaram como organizações terroristas duas facções brasileiras, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), medida à qual o governo brasileiro se opôs por considerá-la uma intromissão na soberania nacional.
Some-se a isso a ameaça americana de aplicar tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, com Washington citando práticas que considera desleais — do sistema de pagamentos Pix ao comércio de produtos falsificados na Rua 25 de Março, em São Paulo. Em fala recente, Lula defendeu o respeito à soberania dos Estados e classificou o crime organizado como um desafio que "aterroriza comunidades".
A queda de braço comercial tem efeito direto no Paraná, um dos maiores polos exportadores do país. Um eventual tarifaço americano pressionaria o agronegócio, a indústria de proteína e as cooperativas paranaenses, que têm nos EUA um mercado relevante.
Com informações da Gazeta do Povo — 16 de junho de 2026.