Japão inaugura primeira agência central de inteligência desde a Segunda Guerra com foco em contraespionagem
Novo órgão terá 730 servidores e poderá exigir compartilhamento de informações de polícia, Chancelaria e Defesa
O Japão colocou em funcionamento nesta sexta-feira (31) sua primeira agência centralizada de inteligência desde a Segunda Guerra Mundial, com foco declarado em contraespionagem. A primeira reunião do novo Conselho Nacional de Inteligência, composto por dez integrantes, foi presidida pela primeira-ministra Sanae Takaichi.
O novo departamento funcionará como secretaria do conselho de segurança e coordenará informações da Agência Nacional de Polícia e dos ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, entre outros órgãos, com autoridade para exigir que compartilhem dados — atribuição que a estrutura anterior, criticada como fragmentada, não possuía. Ao todo, serão 730 servidores, sob direção de Kazuya Hara, ex-alto funcionário policial e diretor de inteligência do Gabinete. O escopo inclui contraterrorismo, resposta a emergências nacionais e contramedidas a serviços de inteligência estrangeiros, o que abrange espionagem e operações de influência encoberta.
A criação do órgão decorre de lei aprovada no ano passado, que também previu a formação de um Conselho de Segurança Nacional liderado pela premiê. Tóquio justifica a mudança pela avaliação de ameaça crescente vinda de China, Rússia e Coreia do Norte. O governo Takaichi defende ainda a aprovação de legislação que obrigue o registro de agentes estrangeiros no país, nos moldes de normas já existentes em democracias ocidentais.
Fonte: Gazeta do Povo.