Megaoperação Força Integrada III mira facções com 274 ordens judiciais em 16 estados
Polícia Federal coordenou 19 FICCOs em ação simultânea com 181 mandados de busca e 93 de prisão contra o crime organizado
A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira, 8 de julho de 2026, a Operação Força Integrada III, ação coordenada que mobilizou 19 Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) simultaneamente em 16 estados brasileiros. Segundo o release oficial da PF, as medidas incluíram 181 mandados de busca e apreensão e 93 mandados de prisão, além de outras cautelares determinadas pelo Poder Judiciário. As investigações miram organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e de armas, à lavagem de dinheiro e a outros crimes. As FICCOs reúnem, conforme a composição de cada unidade da Federação, integrantes das Polícias Civil, Militar e Penal, da Polícia Rodoviária Federal, das secretarias estaduais de Segurança Pública, das Guardas Municipais e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. A ofensiva recebeu nomes locais distintos em cada estado, entre elas a Coalizão Pela Paz, no Pará, e a Argenti Lardum, que alcançou São Paulo e o Paraná. É a terceira edição da Força Integrada em 2026, após as fases deflagradas em março e maio, dentro da estratégia nacional de asfixiar financeiramente e prender lideranças do crime organizado.
A Operação Força Integrada III foi executada de forma simultânea nas cinco regiões do país, com a Polícia Federal na coordenação e o apoio de forças estaduais e municipais. De acordo com a corporação, os 93 mandados de prisão e os 181 de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça em investigações que apuram desde o tráfico interestadual de entorpecentes até a lavagem dos lucros do crime por meio de empresas de fachada. Em vários estados houve ainda prisões em flagrante e bloqueio de bens dos investigados.
Cada FICCO batizou sua ação com um nome próprio: em Belém, a 8ª fase da Coalizão Pela Paz resultou em 20 prisões contra investigados apontados como integrantes de facção; em Manaus, a Operação Torre 8 mirou a lavagem de dinheiro do tráfico; e no eixo São Paulo–Paraná a Argenti Lardum atacou o roubo e a receptação de cargas de carne bovina. Segundo a PF, a Força Integrada III dá sequência às fases anteriores de 2026 e integra a política de atuação conjunta e permanente das forças de segurança contra as organizações criminosas que operam dentro e fora do sistema prisional.
Fonte: Polícia Federal (gov.br/pf).