Mendonça diz ter recusado proposta de delação "seletiva" no caso do Banco Master
Ministro do STF afirma que um advogado ofereceu colaboração premiada parcial e reagiu: "perderam o pudor". Daniel Vorcaro, dono do banco, é investigado pela Polícia Federal.
O ministro do STF André Mendonça afirmou ter rejeitado uma proposta de delação premiada "seletiva" apresentada no âmbito das investigações sobre o Banco Master. "Perderam o pudor", disse o ministro, relator do caso.
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça afirmou ter recusado uma proposta de delação premiada que classificou como "seletiva" no âmbito das investigações sobre o Banco Master. Relator do caso na Corte, ele relatou que a oferta chegou por meio de um advogado ligado à defesa.
"Me chegou uma proposta por um advogado, perderam o pudor, [dizendo]: 'Queremos fazer uma delação seletiva'. Falaram na minha cara isso. Eu disse: 'Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo, não'", afirmou o ministro. Uma delação "seletiva", no entendimento exposto por Mendonça, seria um acordo que beneficiaria apenas parte dos envolvidos, sem revelar todos os fatos sob apuração.
O caso tem como alvo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado pela Polícia Federal. As apurações envolvem suspeitas de irregularidades financeiras e de financiamento de vantagens a agentes públicos. Segundo a reportagem, uma segunda proposta de colaboração também teria sido rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
Em 16 de junho, a Segunda Turma do STF, presidida pelo ministro Gilmar Mendes, manteve a prisão de familiares de Vorcaro ligados à investigação. O desdobramento mantém o caso entre os mais sensíveis em tramitação na Corte.
Fonte: Gazeta do Povo.