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Milícia curda que dominava o nordeste da Síria anuncia dissolução e integração ao Exército sírio

Mazloum Abdi comunicou de Damasco o fim das Forças Democráticas Sírias e de toda a administração autônoma; acordo prevê saída de quadros estrangeiros do PKK e reconhecimento do curdo como língua nacional

Redação Voz Conectada ·2 min
Milícia curda que dominava o nordeste da Síria anuncia dissolução e integração ao Exército sírio
Mazloum Abdi, comandante das Forças Democráticas Sírias. Foto: Zana Omer/VOA (domínio público)

As Forças Democráticas Sírias, coalizão liderada pela milícia curda YPG que controlava o nordeste da Síria, anunciaram a própria dissolução como força armada independente e a incorporação de seus combatentes ao Exército sírio.

O anúncio foi feito em pronunciamento televisionado a partir do palácio presidencial em Damasco por Ferhat Abdi Sahin, conhecido como Mazloum Abdi, comandante-geral do grupo. Segundo ele, a chamada administração autônoma e todas as suas estruturas militares e civis foram dissolvidas após a conclusão do processo de integração das forças às brigadas do Exército sírio, no âmbito do acordo firmado com o presidente Ahmed al-Sharaa.

O entendimento também prevê a retirada do país de quadros estrangeiros ligados ao PKK e a absorção dos combatentes pelas estruturas de segurança e defesa do Estado sírio.

O acordo de integração havia sido assinado em janeiro, com mediação de Washington e Paris e posterior aval de Ancara, e vinha sendo cumprido em etapas desde então. Como parte do processo, al-Sharaa editou decreto que reconhece direitos nacionais curdos e o curdo como língua nacional.

A dissolução encerra uma estrutura político-militar que se consolidou durante a guerra contra o Estado Islâmico e que, por anos, foi o principal parceiro terrestre da coalizão liderada pelos Estados Unidos na região — ao mesmo tempo em que era tratada por Ancara como extensão do PKK, classificado como organização terrorista pela Turquia, pelos Estados Unidos e pela União Europeia. O movimento consolida a autoridade do governo instalado em Damasco após a queda de Bashar al-Assad, no fim de 2024.

Fonte: The Jerusalem Post.

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