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Moraes proíbe visitas a Bolsonaro por 30 dias após carta lida por Flávio nas redes

Ministro do STF cita descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária e barra manifestos político-eleitorais; visitas de Flávio seguem suspensas por 90 dias

Redação Voz Conectada ·2 min
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Reprodução/CNN Brasil

Moraes proíbe visitas a Bolsonaro por 30 dias após carta lida por Flávio nas redes
STF/Rosinei Coutinho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu nesta sexta-feira (17) que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas por 30 dias. A medida foi tomada como punição pela publicação da "Carta aos Brasileiros", escrita por Bolsonaro em 11 de julho e lida e compartilhada no Instagram pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Moraes também vetou visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos até o fim das eleições de outubro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (17) a suspensão, por 30 dias, do direito de o ex-presidente Jair Bolsonaro receber visitas em sua prisão domiciliar humanitária. Segundo a decisão, a punição decorre do descumprimento das regras da custódia: em 11 de julho, Bolsonaro escreveu uma "Carta aos Brasileiros", que foi lida e publicada no Instagram por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Moraes vetou visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros e por qualquer meio, até o fim das eleições gerais de outubro. Profissionais de saúde, fisioterapeutas e advogados mantêm o acesso contínuo ao local.

Na mesma decisão, o ministro manteve a proibição, já imposta anteriormente, das visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai pelo prazo de 90 dias. A restrição integra o conjunto de medidas cautelares fixadas no processo em que Bolsonaro é réu. Cabe recurso. A defesa e aliados classificaram a decisão como interferência no processo eleitoral, enquanto o senador afirmou que usaria o episódio para mobilizar a base. O caso reacende o debate sobre os limites das medidas cautelares e a liberdade de manifestação de investigados durante o período pré-eleitoral.

Fonte: ND Mais.

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