Netanyahu ordena bloqueio total da Cisjordânia após ataque a tiros perto de Hebron
Premiê israelense mandou cercar a cidade de Hebron três dias antes da eleição em Israel; ao menos cinco pessoas ficaram feridas.
Benjamin Netanyahu ordenou nesta sexta-feira (23) o fechamento total da Cisjordânia depois de um tiroteio perto de Hebron que deixou ao menos cinco feridos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta sexta-feira (23) o bloqueio total da Cisjordânia ocupada, após um ataque armado nas proximidades de Hebron, no sul do território. A informação é da DW e foi confirmada pela Veja, que registrou cinco israelenses feridos.
Em comunicado divulgado por seus canais oficiais, Netanyahu disse ter instruído as Forças de Defesa de Israel e as forças de segurança a cercar imediatamente a cidade de Hebron e a se preparar para um fechamento de toda a região, que Israel chama de Judeia e Samaria, com efeito imediato. O texto não informa por quanto tempo a medida valerá, e ainda não está claro qual será o impacto sobre a circulação dos palestinos.
Pouco antes do anúncio, houve um tiroteio no entroncamento de Judeia, perto de Hebron. Segundo fonte militar israelense ouvida pela agência EFE, os atacantes chegaram armados com um fuzil M16 e uma pistola e abriram fogo contra vários israelenses. O Exército afirmou ter impedido um ataque terrorista, e dois supostos agressores foram mortos no local. As identidades não foram divulgadas.
Equipes de emergência disseram que cinco pessoas ficaram feridas, algumas gravemente, e foram levadas a hospitais em Israel. Dois homens na faixa dos 20 anos foram baleados nos membros inferiores, e um deles estava inconsciente. As autoridades informaram que há investigação em andamento.
Netanyahu elogiou os soldados que atuaram na contenção do ataque e anunciou reforço das operações de segurança e novas detenções em toda a Cisjordânia. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, defendeu que o episódio mostra a necessidade de restringir a circulação dos palestinos.
A decisão ocorre às vésperas da eleição em Israel, marcada para terça-feira (27), que vai definir se Netanyahu conquista mais um mandato. A votação acontece três anos após o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra em Gaza.
Desde então, a violência aumentou na Cisjordânia. Segundo balanço da agência AFP com base em dados do Ministério da Saúde palestino, ao menos 1.113 palestinos foram mortos na região, a maioria por soldados israelenses. A ONU registra ainda 37 palestinos mortos por colonos israelenses.
Fonte: DW / Veja.